28.3.11

Música...

Quem não adora escutar uma boa música? Sinceramente?! Se não estou em casa com o som ligado, estou em alguma festa ou lugar que esteja tocando música. Por precaução levo sempre meu mp3 player. Se esqueço o mp3, ouço no celular mesmo... Ou seja, basicamente, estou quase vinte e quatro horas ouvindo música.  Me considero uma pessoa com um bom gosto musical. Comecei gostando de umas músicas alternativas. Quando criança, escutava Gorillaz. Lembro que no Fifa 2002, que eu jogava, tinha uma versão remixada da 19-2000 logo na abertura. Como na época internet banda larga era luxo, eu tinha que me contentar ouvindo em rádios online. Rádio UOL foi por muito tempo uma fonte de conhecimento músical pra mim... Depois de um som alternativo, comecei a curtir um rock mais clássico. Red Hot Chilli Peppers, Guns and Roses, Kiss... E é claro, a clássica Manonas Assassinas. Ah, lembro que curtia muito Engenheiros do Hawaii, um CD Perfil, que tinha ganho de uma tia. Decorei praticamente o cd todo de tanto ouvi-lo, mas isso conto mais pra frente. Apesar de riscado, tenho guardado até hoje junto com outras raridades. Após isso, por uma grande influencia de um grande amigo da quarta série (é, isso tudo foi até a terceira série...) passei a escutar um som mais pesado. Conheci o metal. Black Sabbath, Marylin Mason, Sepultura... E curti isso por um bom tempo. Jurei que jamais sairía do metal, com excessão do seu criador, o rock and roll. Fiquei nessa vida de rock até mais ou menos a oitava série. Cheguei a curtir um Black Metal na época da revolta. Não tinha religião, não tinha preferência política e escutava Black Metal. Apesar que aprendi muito sobre a cultura nórdica, cultura que admiro até hoje. Além disso, conheci alguns gênios, como Varg Vikernes. Ele foi por um bom tempo a minha inspiração. Depois de ter matado um companheiro de sua antiga banda, Euronymous, por motivo real até hoje questionado, e ter incendiado diversas igrejas, ele passou a compor suas músicas na prisão. Quem tiver a oportunidade e curiosidade, escute e leia as letras de Burzum, a "banda" de Varg. Dessa leva, apesar de algumas ótimas bandas, como Mayhem, a única que ainda escuto hoje é Burzum. Após isso, escutei um pouco de metal nórdico, folk. Mas, essa época se misturou com uma das melhores fases da minha vida até hoje. Um melhor amigo meu, Renan, e o punk rock. Blink 182 e Sum 41... São duas das minhas bandas favoritas até hoje. Pelo conteúdo das letras, pela irreverência dos músicos e principalmente pela época da vida que passei escutando. Nessa época, escutei umas bandas mais leves, como Good Charlote, Angels and Airwaves. Algumas bandas nacionais também. Passei a realmente escutar Charlie Brown Jr, Capital Inicial, Legião Urbana... Apesar de não levar muito a sério as letras, eu curtia muito o som. Era a época da boa MTV. Hermes e Renato, TOP 10... Época em que o TOP 10 só tinha música boa, e não bandinhas sem conteúdo algum. Se não era Charlie Brown Jr, era Blink 182 com Not Now... Bons tempos que não voltam mais... Enfim. Mesmo passando por várias e várias bandas, ainda não tinha explorados outros estilos músicais. Era um pouco preconceituoso. Não de propósito, mas sei lá.  Jamais me imaginei escutando rap, pior ainda nacional. Balck Music era modinha. Eletronica somente Daft Punk , Chemical Brothers e outros clássicos. Sertanejo nessa época era apenas Zezé Di Camargo e Luciano. Funk era Bonde do Tigrão... Ruim, mas muito melhor que o funk de hoje em dia. Pouco tempo depois, o sertanejo universitário veio à tona. E com ele, eu passei a odiar mais ainda outros estilos. Aprendi que o problema em si não é nem a banda, e sim a moda. Em cada esquina, cada bar, a mesma música. Parece que vai enjoando, cada vez mais. Com isso, sempre preferi algo meio alternativo e desconhecido. Depois do punk rock, eu passei a baixar cds completos (é, aqui já tinha banda larga...) de uns blogs bem alternativos. Conheci muita banda nacional boa que provavelmente só eu e mais cinquenta pessoas conhecem. Nem vou citar nomes, até porque vários nomes de bandas que postei até agora são desconhecidos... Enfim. No final do ensino médio, fui meio que otaku. Tá certo que nunca fui fanático, mas eu vi vários bons animes. Aliás, Hellsing é ótimo, quem tiver atrás de algo pra começar, aconselho. Esctuei nessa época uns j-rock, mas nada que seja bom o suficiente pra se ouvir no dia-a-dia. Com o fim do ensino médio e inicio de curso técnico, conheci uma pessoa que (in)felizmente me apresentou o sertanejo. Hoje até sei cantar umas músicas... Mas me contento à Fernando e Sorocaba e Jorge e Mateus. Mais que isso é desnecessário. Mas nessa época, escutei muito som nacional, e foi a época que passei a entender as letras do Engenheiros do Hawaii. É até hoje a minha banda nacional favorita de rock, ao lado de Legião Urbana. Essa fase do sertanejo é algo que prefiro não comentar muito. Na mesma época resolvi conhecer Planet Hemp e outras bandas mais alternativas à fundo. Conhecer e diferente de escutar, só pra lembrar. E finalmente reconheci um estilo que vai durar vários anos. Planet Hemp, Black Alien, B Negão... Poetas que somente quem sente consegue entender. Letras tão pesadas que não é qualquer ouvido que consegue se adaptar. A aí, meio que inevitavelmente escutei Sabotage, Rapin Hood... E percebi que preconceito é uma bosta. Eu quando pequeno realmente não entendia o Rap, como muita gente hoje não entende e o critica. Rap e Reggae estão interligados. A mensagem é quase a mesma, o que muda é o ritmo. Ah, não posso esquecer de três gênios da rima: Projota, Emicida e Kamau. Somente som de qualidade notável. Letras, melodia... Quem tem preconceito, que comece com esses três gênios que logo mudarão de idéia. Enfim, música é um tema que eu poderia ficar horas e horas discutindo. Muita banda nem foi sequer citada. Talvez outro dia eu faça um post complementando esse... Quem sabe?! Pra finalizar, uma música que declara o meu estado atual de espírito. Afinal, quem realmente curte música se que não se escuta por escutar. Deve sentir a música, ainda mais quando há uma ótima letra por trás da melodia...

Engenheiros do Hawaii, De Fé, pra ela. 


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